Através de Carlos Maciel, a música espalha-se na rua de Santa Catarina. Diariamente, o músico mostra o seu talento a quem por lá passa.
Este blog tem como objectivo dar a conheçer a cultura portuguesa nas suas várias vertentes.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Gallery Hostel
Gallery hostel- o novo espaço de atração da cidade do Porto
Há um novo edificio portuense digno de uma visita.Chama-se Gallery Hostel, e localiza-se em Miguel Bombarda, uma das ruas mais artísticas da cidade.
Inaugurado no último fim-de-semana de Abril, o espaço aposta na criatividade e originalidade.Os quartos encontram-se decorados segundo o tema de reconhecidos artistas portuenses como Sophia de Mello Breyner, Almeida Garrett, Silva Porto, Julio Resende, Siza Vieira ou Souto Moura. Os nomes das suites seguem também uma temática, tendo o nome de jardins famosos da cidade. Quem fizer reserva no hostel, poderá ficar hospedado na suite Serralves ou Cordoaria.
O Gallery Hostel apresenta ainda uma biblioteca, uma galeria, assim como a Sala Multiusos. Foi precisamente neste espaço que actuou, no passado dia 29 de Abril, Matana Roberts. No primeiro de muitos concertos que prometem dinamizar o local, a cantora norte americana atraiu mais de 150 espectadores.
Feira de Artes e Ofícios "Artesanatus"
O artesanato invade o coração da cidade
Na cidade do Porto teve lugar a 9ºedição da “Artesanatus”, Feira de Artes e Ofícios. A praça D.João I foi o palco escolhido para este evento.
A tenda gigantesca e cristalina da “Artesanatus”, salta facilmente à vista de cada um, numa das praças mais importantes da cidade portuense.
Este certame é todos os anos administrado e promovido pela Associação de Artesãos da Região Norte (AARN), sendo um dos mais importantes eventos deste sector a nível nacional. Leandro Coutinho é o presidente desta associação, o organizador desta feira, e também o presidente da federação portuguesa de artesanato.
Para Leandro Coutinho, a crise que se tem vivido, não se notou como seria de esperar no inicio deste evento, mesmo que já tenha tido anos melhores e com mais adesão.
”Curiosamente, em termos gerais, a crise não se tem verificado”, afirmou Leandro Coutinho.
Neste evento, já conceituado da cidade do Porto, estiveram presentes criadores tradicionais e contemporâneos que mostraram variadíssimos artigos de excelência relativos às mais diversas vertentes do artesanato português tais como: azulejaria, cerâmica, ourivesaria, tecelagem, bordados, brinquedos e marionetas, mobiliário para crianças.
Sofia Ribeiro, uma das participantes da feira, tinha a sua banca dedicada, essencialmente, às crianças, com brinquedos e marionetas. Esta artesã dedica, exclusivamente, a sua vida ao artesanato e tal como Leandro Coutinho mostrou-se optimista em relação à eventual crise.
”Mesmo em tempos de crise, tem havido uma boa afluência por parte das pessoas” disse Sofia Ribeiro
O público que ao longo dos anos visita a feira mostra sempre grande curiosidade por tudo aquilo que está exposto em cada banca. Durante os 23 dias de “Artesanatus” foram, mais ou menos, 90 mil, os visitantes deste evento, em que uma boa percentagem adquiriu alguma coisa. Aquilo que condicionou mais a compra foi sem dúvida a crise apesar da opinião optimista do organizador do evento e de um dos participantes. Notou-se uma certa divisão na opinião, em relação a esta fase menos boa que a sociedade vive em termos de problemas económicos, também em relação aos visitantes.
Enquanto uns compravam…
…outros simplesmente olhavam.
Joaquim Pinto foi um dos visitantes da feira. Este tipo de eventos não é novidade para ele e salienta a pertinência da data: “habitualmente visito este tipo de feiras e considero que é uma excelente oportunidade para o artesanato português se expandir, aliada à época natalícia, que torna o evento ainda mais apelativo.”
A delicadeza do momento a nível económico e a necessidade de poupar não foi esquecida por Joaquim. “Os tempos complicados fazem com que haja uma maior contenção na compra.“
Para o próximo ano pretendo, naturalmente, voltar”, admitiu.
De uma forma geral, a edição de 2011 da Feira “Artesanatus” foi um sucesso, conseguindo combater a crise e ter um número bastante simpático de visitantes. “O balanço foi positivo e em alguns casos, excedemos as nossas expectativas” referiu Leandro Coutinho.
O organizador do evento prometeu nova realização da Feira.”Para o ano há mais.”
Loja de "oportonidades"
As lojas de alfarrabistas, antiguidades, velharias e colecionismos são caraterísticas na zona de Carlos Alberto, no centro da cidade do Porto.
Algumas são já muito antigas, mas outras são bastante recentes. A “Oportonidades”, que abriu há pouco mais de um ano, é um exemplo de sucesso que conta já com uma clientela assídua.
Estação dos livros
A rotina e a cultura, caminham lado a lado na Estação de São Bento, Porto. Quem a promove é a estação dos livros, um espaço literário situado no centro da estação de São Bento.
domingo, 3 de junho de 2012
Amplificasom
A Amplificasom é uma promotora que organiza concertos um pouco por todo o país, ainda que com maior regularidade no Porto, cidade onde se encontra sediada. No entanto, as escolhas musicais desta produtora em nada são vulgares. Preferindo marcar pela diferença, a organização traz a Portugal nomes que quebram barreiras e apresentam propostas musicais refrescantes e inovadoras. Desde o Sludge até ao Post metal, passando pelo Post rock, Free Jazz ou mesmo eletrónica, a Amplificasom apresenta um mundo musical onde reina o ecletismo e a diversidade.
Texto da autoria de: Gonçalo Silva, Jorge Alves e Tiago Alexandre
sábado, 2 de junho de 2012
Promoção de concertos em portugal
"Os preços dos concertos aumentarão, caberá às pessoas escolher aqueles que sabem que são realmente especiais.”
A promoção de concertos em Portugal constitui-se, como em qualquer outro país, por promotoras ditas “mainstream”e outras de cariz mais alternativo. André Mendes, 28 anos, fundador da promotora Amplificasom e igualmente envolvido, sempre que necessário, em eventos de grande magnitude, explica detalhadamente como ambas funcionam, dando também uma perspectiva pessoal em relação à sua própria promotora.
Jorge Alves: Como fundador da Amplificasom, uma pequena promotora de espectáculos, e assistente de produção em eventos musicais de maior dimensão, como é ,para si , trabalhar nas duas vertentes da mesma área?
André Mendes: Considero a Amplificasom uma promotora que, apesar de ser menor do que a Everything Is New ou a Música no Coração, é bastante única e distinta naquilo que organiza e produz. Quanto ao "assistente de produção", a minha participação noutros eventos é sempre como amigo e com o objectivo de dar uma mão. Há muito trabalho invisível da própria Amplificasom que não passa nem pode passar cá para fora, mas de qualquer maneira são áreas diferentes e é na promotora que me revejo, claro.
JA: Na sua opinião, haverá possibilidade para promotoras como a Amplificasom ou a Lovers And Lollypops, singrarem no nosso país ?
AM: A Amplificasom e a Lovers são promotoras conhecidas não só em Portugal mas lá fora também. São únicas no que fazem e trabalham com bandas e músicos internacionalmente reconhecidos. Se nos referirmos ao mainstream, nunca foi a nossa intenção e não vejo como encher um Pavilhão Atlântico com uma Britney Spears ou algo do género é mais importante do que encher o Plano B com as Nisennenmondai, por exemplo. O objectivo é sempre aprender mais para continuar a crescer, mas a Amplificasom nunca será nem quer ser mainstream.
JA: Nos últimos dois anos, o festival Milhões de Festa , organizado pela Lovers And Lollypops, tem -se tornado cada vez mais popular. Acredita que a recepção positiva deste evento barcelense levará a que as pessoas prestem mais atenção a outros eventos com bandas mais desconhecidas?
AM: Não creio. Antes duma Lovers ou duma Amplificasom já existiam promotoras como a Mouco, Esquilo ou Soopa a oferecer alguns dos melhores concertos que eu vi na minha vida.
Piscina do festival Milhões de Festa. Em franco crescimento desde 2010, apesar de já se realizar antes. Em 2011 recebeu 3.500 pessoas.
JA: No passado mês de Outubro, a Amplificasom organizou a primeira edição do seu próprio festival, o Amplifest, que teve lugar no Hard Club. A nível de apoios, nomeadamente financeiros, quais são as principais diferenças entre um festival como este e outros mais reconhecidos como o Rock In Rio ou o Optimus Alive?
AM: Não existem apoios. Mas não somos de nos queixarmos, fazemos o que queremos e quando queremos. O Amplifest, por exemplo, foi o resultado de muita dedicação e sacrifício. Foi óptimo no sentido de os concertos terem corrido bem e de o evento ter sido elogiado, mas não foi uma tarefa fácil organizá-lo.
JA: Considera que os elogios às organizações mais modestas têm fundamento, ou estão as grandes promotoras a ser injustiçadas?
AM: Mais uma vez, só posso falar por nós e há certos valores pelos quais nos guiamos. Se nos elogiam é sinal que estamos no caminho que deveríamos estar.
JA: Outra característica apontada às grandes promotoras é a competição entre elas, sobretudo quando se trata de festivais de Verão. Acontece o mesmo entre as promotoras de menor dimensão?
AM. Aqui no Porto as promotoras unem-se, mas a concorrência quando justa é sempre saudável.
JA: Uma crítica que muitos fãs de músicas fazem aos festivais mais "mainstream" é o facto de estes nunca colocarem bandas desconhecidas ao lado das atracções principais. No futuro, poderá a situação mudar ou serão sempre as entidades promocionais mais alternativas a trazerem esse tipo de bandas a Portugal?
AM: Há espaço para todo o tipo de eventos, mas o importante é queixarmo-nos menos e apoiarmos mais
Flip Grater
Flip Grater é uma cantora oriunda da Nova zelândia. Com três albuns de originais editados, já se afirmou como uma artista a ter em conta no universo mais alternativo da música. Por cá, as suas actuações acontecem a um ritmo regular
Texto da autoria de: Gonçalo Silva, Jorge Alves e Tiago Alexandre
Porto de Magia- um lugar de encanto
Barcelos: Milhões de música
Barcelos: os sons também simbolizam a cidade
Todavia, toda esta exposição aconteceu de forma gradual. Quem o diz é Márcio Laranjeira, de 23 anos, natural de Barcelos. Foi nos escritórios da editora/promotora Lovers And Lollypops, onde trabalha, que o jovem promotor dissertou brevemente sobre as origens do movimento musical barcelense.
Como tudo começou e como tudo se desenvolveu
"Não é algo que tenha surgido do nada, há uma história muito grande no que diz respeito á cena musical de Barcelos"explica.
Rapidamente na conversa, são mencionadas as bandas The Astonishing Urbana Fall e Kafka ,vistas como cruciais para o desenvolvimento desta específica cena minhota. A segunda é de facto descrita pelo site Rock Rola em Barcelos como património musical barcelense.
Contudo, após o periodo áureo destes dois grupos, formados em 1996 e 1997 respectivamente, o movimento musical de Barcelos "morreu um pouco," argumenta Márcio.
O renascer teve lugar, de acordo com o promotor, em 2004/2005. " Foi nesta altura que surgiram bandas como os Green Machine e mais tarde, os La La La Ressonance," relembra.
Para Márcio, os Green Machine tiveram um impacto profundo na cena barcelense. Dos grupos formados na última década, a banda liderada pelo vocalista João Pimenta foi pioneira no que toca a digressões nacionais. "Antes deles, as bandas estavam presas a um circuito interno, e os Green Machine quebraram esse ciclo, actuando um pouco por todo o paìs" contextualiza. Fruto deste impulso, surgiram em 2006 os The Glockenwise e os Black Bombaim. A partir daqui, a cena musical barcelense começou a florir, e o aparecimento de novas bandas intensificou-se.
“Cada banda segue o seu caminho "
Ainda assim, Márcio chama a atenção para o facto deste movimento se basear sobretudo em quantidade, não havendo uma linguagem musical coerente. " Ao contrário da cena de Coimbra nos anos 90, inspirada no Rockabilly, em Barcelos cada banda segue o seu caminho", comenta o promotor. Efectivamente, ao analisar algumas das bandas da região, é notório que grande parte dos grupos barcelenses criam uma identidade própria, não optando pela mera imitação. Afinal de contas, a mesma terra que deu a conhecer o Stoner Rock de cariz psicadélico dos Black Bombaim,é a mesma que nos trouxe o Heavy Metal melódico e clàssico dos Godog .
Ainda assim, tal escolha pela originalidade não significa que não haja respeito e admiração pelo trabalho de determinados contemporâneos.
A certa altura durante a entrevista, Márcio refere a influência que os Black Bombaim tivereram nos mais recentes Killimanjaro. O próprio grupo nomeia o referido trio como a principal fonte de inspiração. No entanto, segundo Márcio, "ao escutares a música de Killimanjaro, essa inflûencia não é minimamente percéptivel," conclui o promotor em jeito de remate.
"Para actuar em Barcelos, é necessário seguir uma ética Do it Yourself"
.Apesar de toda a criatividade e paixão que caracteriza a cena musical da localidade minhota, nem tudo em Barcelos se apresenta sob um "mar de rosas". Exemplos disso são as dificuldades pelas quais as bandas barcelenses passam para actuarem na sua cidade natal. Segundo Márcio, " enquanto que em Aveiro tens o Mercado Negro, em Viseu o Bar Estudantino e em Braçança concertos organizados pela Dedos Biónicos, em Barcelos tens que fazer tudo por ti próprio, desde alugar o PA(equipamento) a combinar a viagem com as bandas da zona. Para actuar em Barcelos, é necessário seguir uma ética do it yourself."
Ainda assim, essa ideologia há muito que está presente na mentalidade barcelense, julgando pelo meio de transporte que as bandas usavam para se deslocarem sempre que éra necessário.
Ainda assim, essa ideologia há muito que está presente na mentalidade barcelense, julgando pelo meio de transporte que as bandas usavam para se deslocarem sempre que éra necessário.
No que diz respeito a apoio ao talento barcelense, A lovers And Lollypops possui um papel preponderante. A editora/promotora trabalha actualmente com quatro bandas da referida cidade, lançando os discos das mesmas e colocando-as em vários eventos por todo o país. No entanto, Márcio assegura que somente a localização geográfica não garante um lugar na editora. Nós na Lovers não temos a política de aceitar trabalhar com uma banda por esta ser da nossa cidade. Só a assinamos caso apreciemos a música que produzem. Claro que é sempre bom ter bandas de Barcelos, pois eu e o Fua (alcunha de Joaquim Durães, membro da Lovers And Lollypops) somos de lá, mas damos igual apoio a bandas oriundas do Porto, Lisboa ou outra zona qualquer".
O festival para quem não gosta de festivais
O Milhões de Festa assume-se como o mais dinâmico e mais aguardado evento anual da Lovers And Lollypops. Durante três dias, vários melómanos rumam ao Parque Fluvial de Barcelos para um fim-de semana recheado de música, piscina e diversão (ver Slideshow)
Para Márcio, um dos factores que contribuiu para o sucesso do festival prende-se com o clima descontraído que rege o evento.
"Muitas pessoas têm o Milhões de Festa como o seu festival predilecto, preferindo o nosso evento a outros de dimensões astronómicas como o Optimus Alive" . Seja pelo ambiente ou o cartaz, a verdade é que o Milhões de Festa, juntamente com o sucesso de algumas bandas, já colocou Barcelos no mapa dos festivais de Verão.
Para Márcio, um dos factores que contribuiu para o sucesso do festival prende-se com o clima descontraído que rege o evento.
"Muitas pessoas têm o Milhões de Festa como o seu festival predilecto, preferindo o nosso evento a outros de dimensões astronómicas como o Optimus Alive" . Seja pelo ambiente ou o cartaz, a verdade é que o Milhões de Festa, juntamente com o sucesso de algumas bandas, já colocou Barcelos no mapa dos festivais de Verão.
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